Animação adulta traz analogia à clássicos do cinema e piadinhas adaptadas à cultura brasileira- Por favor, um ingresso para "Área 51".
Oooops, com esse título você já deve imaginar do que se trata a mais nova animação em cartaz nos cinemas.
Com menções honrosas à clássicos da 7ª arte, como "E.T" e "Dançando na chuva" o filme faz também algumas analogias ao mundo de "Guerra nas Estrelas". Lucas Skywalker, mestre Yoda e até um modelito "animal" de C3PU prometem entreter mais aos marmanjos do que a criançada. Resumindo: é roteiro inteligente, feito de adulto para adulto. Mas, o quê Pelé e as Olimpíadas de 2016 tem a ver com isso? Simples. Em "Planeta 51" até as piadinhas são "mais adultas". Ou você entende ou não!
Em tom sarcástico, mas não menos divertido, a produção mostra as desventuras de Chuck, um astronauta da Nasa em solo extraterrestre. Se lembra da célebre ida do homem à Lua? Pois bem, ela quaaaase está de volta. Até a musiquinha é levantada na cena à qual, minutos depois, o tal americano (à lá Johnny Bravo, só que ruivo) se surpreende ao aterristar em planeta habitado.
Mas, peraí. Se tooooodos são iguais porque chamar de planeta alienígena, heim? A grande sacada é exatamente essa. Quando a história se inverte e o americano passa a ser o objeto de cobiça, mesmo curiosidade, de alguns jovens "verdinhos". E perigo veemente para grande parte da pacata cidade e militares da Base 9, local de onde saem os grandes investimentos para o setor. Uma espécie de área 51 extraterrena.

Com trilha sonora impecável, o filme irá fazer você vibrar ao som dos anos 50. Tem muuuuita coisa boa! Ponto também para os personagens que realmente atuam como protagonistas. A trama conduz com maestria e sensibilidade a amizade de Lem e Chuck. Vale o destaque também para as tiradas rápidas no esteriótipo americano: eterno "Salvador da Terra", "Tira Onda", entre outros.
Fim da missão e uma certeza: ninguém está só ou se sente um E.T quando se tem amigos. Taí um lema que, sem dúvida, perpassa galáxias e reverbera na mente do telespectador. Câmbio, desligando ...
Simone Magalhães
Simone Magalhães
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