Que Rio 16, que nada! Sem local ou hora prevista, a próxima vítima pode ser você ...Bizarrices sem fim e, assunto macabro, para muitos. A verdade é que um áudio me chocou bastante esta semana, independente de quantas vezes possa ouví-lo. Amplamente divulgado pela mídia. Só para citar: Jornal Nacional, Folha de São Paulo e agências de notícia. O aúdio do jovem delegado, morto durante entrevista à uma rádio na Bahia, ganhou também a internet.
Por ofício, já falei por telefone com tenentes e autoridades da polícia, o que me preocupa se algo poderá mudar neste trato imprensa e entrevistados. Alguma regra nova por aí? Ou, tudo seria apenas 'obra' do acaso? Uma (in)feliz coincidência, como dizem. Ao estar no lugar errado, na hora errada e - no caso dele - portando uma arma.
Entrevista // Delegado Clayton Leão Chaves à Rádio Líder FM:
Descartada a hipótese de emboscada, já que o mesmo investigava o narcotráfico na região de Camaçari (a 47 km de Salvador). A polícial baiana investiga agora a possibilidade de latrocínio seguido de morte. Mas, e porque a esposa do delegado não foi atingida também? Porque um desfecho tão rápido assim? Sinceramente, pelo áudio, pareceu uma ação à queima-roupa mesmo.
Homem da lei, pai de 2 filhos, bonito, trabalhador, 35 anos ... No exercício de seu trabalho, quantos outros Claytons terão que morrer? Pior, de forma "televisionada" assim? Não que a "audiência" do programa tenha sido um fator preponderante. Difícil imaginar estar ali, ao vivo, mesmo para um radialista experiente. Embora por este nosso Brasil afora ... Mas, o quê dizer dos bandidos? Realmente com a regressão de pena, as cadeias superlotadas .... Viramos reféns do medo a cada dia!
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