20 de dezembro de 2010

Um nome para 2010? Zuckerberg: na rede e fora dela!

Ele é o homem do ano e é também o mais jovem membro do Hall da Fama, na Califórnia. Em 2011, sua cinebiografia pode levar o Globo de Ouro

Para uma grande parte das pessoas fim de ano significa: festas, balanço e novas promessas. Mas para um jovem americano, 2011 está chegando depressa. Claro que nada demais para um nerd que trabalha há 6 anos com o que gosta. Bilionário e empreendedor de sucesso. Ele foi eleito o homem do ano pela revista Time, desbancando a contragosto do público (pelo menos no site da publicação), o polêmico jornalista australiano Julian Assange (do Wikileaks).

Agora, apesar da cinebiografia não-autorizada, o filme “A Rede Social” concorre a 6 indicações no Globo de Ouro, incluindo as de melhor filme, diretor e roteiro. Na premiação que serve como prévia para o Oscar, a história de Zuckerberg catapultou ainda mais seu nome. Também não é à toa ele ser o mais novo membro do Hall da Fama, na Califórnia. Quem sabe ao deixar o governo em 2011, Arnold Schwarzenegger também não precisasse de uma publicidade gratuita?

Dito assim, dá para entender porque a palavra Zuckerberg é um assunto corriqueiro dentro e fora da rede. Que dizer, da estória por trás de uma das melhores empresas para se trabalhar nos dias de hoje, o Facebook? Mas, caso esteja perdido nesta notícia ou simplesmente não tenha ido aos cinemas, uma simples leitura na crítica abaixo já lhe porá a par. #Ficaadica

Se lembra da máxima "Falem mal, mas falem de mim?"

Aos 18, ele disse não à Microsoft. Aos 20, largou Harvard. E aos 23, se tornava o bilionário mais jovem do mundo

Do seu quarto em Harvard e com apenas um notebook nas mãos, o então estudante de Ciências da Computação Mark Zuckerberg (na interpretação magistral de Jesse Eisenberg), dava início a uma revolução. Dirigido por David Fincher (de “Clube da Luta” e “Seven – Os Sete Crimes Capitais”) e baseado no livro “Bilionários por Acaso”, de Bem Mezrich, “A Rede Social” é um filme atual, inteligente e divertido que reproduz com diálogos rápidos (de Zuckerberg) a urgência desta geração, o fenômeno das redes sociais e a forma como nos relacionamos nos tempos da web 2.0. Passado, presente e futuro se misturam na fita, apresentada quase toda em flashback.

A história começa em 2003, quando uma brincadeira publicada por Zuck no site The Face Match atinge o surpreendente tráfego de 22 mil acessos derrubando a rede de Harvard. Algumas horas depois, ele é convocado pelo Conselho da Universidade para responder, entre outros, por violação de segurança. Seis anos mais tarde, a ideia se expande para virar um negócio de proporções ainda mais gigantescas: 500 milhões de usuários adicionados.

Seria ele o novo Bill Gates? O papa da Microsoft, aliás, faz uma ponta no longa. Outro momento histórico no filme é Sean Parker (vivido por Justin Timberlake), criador do Napster (programa de download de músicas tirado do ar pela justiça americana). Guru de Zuck, segundo a ficção, Parker vira logo o presidente do Facebook, em 2004. É também pela interferência dele que o brasileiro e cofundador Eduardo Saverin, então estudante de Economia e patrocinador do que seria o Facebook, foi perdendo espaço.

Atualmente o paulista, de 28 anos, detém 5% dos gastos da empresa, enquanto Parker recebe 7%. Sem um posicionamento definido, a trama parece depor contra o criador ao mostrar o seu lado mais humano, ou pior, sua predileção pela máquina. Mas, o fato é que mesmo sem a colaboração de Zuckerberg, hoje com 26 anos, não há como negar que o filme dialoga para esta geração. Seja você usuário ou não da rede social: este é um caminho sem volta!

Por Simone Magalhães, em 19/12/2010

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