6 de maio de 2011

Sobre o Dia 28 de Abril

Quem não se lembra deste clássico com Sidney Poitier?
Que bom seria se a vida repetisse um pouco a arte. No caso, os filmes. E ali veríamos na cena final, os alunos agradecendo ao professor pelo conhecimento adquirido. Ou se como um time, os alunos enxergassem nele o papel do líder ou treinador. Quer motivação maior do que essa para seguir aprendendo? Nas palavras de um bom entendedor, é preciso aprender a aprender sempre. Pai, amigo, modelo ....

O Dia 28 de Abril serve como reflexão e homenagem a estes profissionais que abrem caminhos através da educação. Seja na sala de aula, em uma exposição ou palestra, ou simplesmente no contato diário com os alunos. É inegável dizer que desde a mais tenra idade, eles se fazem presentes e, acima de tudo, necessários à nossa formação. “Os cursos de licenciatura são a base da formação, a base de todos os outros cursos”, acrescenta a coordenadora de Letras do UDF, Eni Batista. Médicos, advogados, jornalistas .... Todos se lembram carinhosamente de pelo menos um professor.

É ele que nos motiva a seguir caminhando, aprendendo e trocando pela vida. Ao mestre, com carinho cabe fazer com que o “discípulo” supere o mestre. E jamais impor a educação como barreira ou agressão. Para isso, é preciso sensibilidade para lidar a diversidade, para saber ouvir e não apenas impor ou comparar. Exercício diário àqueles que desejam lecionar. Para a coordenadora do curso de Letras do UDF, Eni Batista, a palavra que mais se adequa a esta realidade é vocação. “O futuro professor precisa ter vocação para educar, ser curioso e identificar-se com a carreira acadêmica”.

E ninguém melhor do que essa avó, mãe 2x, para falar sobre o exercício da licenciatura. Para ela, educar é uma arte, o que exige responsabilidades como educador. Mas, como pensar a educação? Teríamos motivos para comemorar? Analfabetismo, políticas públicas, desafios e alegrias. Para Eni, há motivos para celebrar a data, à despeito das dificuldades inerentes à profissão. Veja mais na entrevista:

UDF: Como é ser professor hoje em dia?
Eni Batista: Acredito que uma grande parte dos professores exerce a profissão por gostarem do que fazem. O professor que reclama da Educação é aquele que faz um bico, não um educador. Ele compara a atividade com outras profissões, mas tem uma visão diferenciada. Vejo a educação como um caminho de muitos desafios até mesmo pelos problemas sociais.

UDF: O que faz deste profissional, um educador?
Eni: O educador hoje busca se qualificar, fazer uma pós, um mestrado a fim de melhorar o seu desempenho. O educador vai com o intuito de dar aulas, de querer um conhecimento maior para o aluno. Quando ele percebe que o aluno quer um pouco mais, ele vai atrás disso. É essa escolha que o deixa feliz. A melhor alegria para um professor é ver o aluno recebendo seu canudo. É ver ele crescendo, chegando ao mercado de trabalho. A transformação deste aluno é palpável para o educador. É nesse momento que ele se sente realizado.

UDF: Como anda a Educação no Brasil?
Eni: Mesmo sem estatísticas conclusivas, percebemos uma melhora na educação. Temos cada vez mais políticas educacionais, como as bolsas universitárias e toda uma série de exigências para adentrar nos programas, o que qualifica ainda mais o ensino. A construção de novos campis universitários tem aumentado este acesso à educação. O letramento do estudante universitário também tem apresentado um crescimento satisfatório.

UDF: Fale sobre a importância de datas como essa.
Eni: Uma data é sempre um momento de reflexão. Uma maneira de valorizar os professores e estudantes do ramo. O educador, normalmente, reflete ao longo do processo, não apenas em um dia. Estaremos em sala de aula para abrilhantar ainda mais a atividade.

Por Simone Magalhães, publicado em 28/04/2011
(http://www.udf.edu.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=598)

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