Então,
foi só no laboratório de jornal, já quase no final do curso que comecei a
acumular esse conteúdo. Mas, não. Ainda não era a vez dos papéis perdidos,
fotografias e vídeos feitos ao longo do curso. Já na fase adulta, a primeira
vez que fui publicada ou impressa foi no jornal do curso. Claro que já fui
personagem em matérias ou enquetes. Mas a alegria de ter escrito, produzido,
buscado fotos e ilustrações só sabe quem passou por essa. Foi ali que eu tive a
certeza de que eu queria mais. Pode isso?
Nas
entrevistas de estágio e emprego levava sempre uma pasta debaixo do braço com o
que produzia dos estágios e facul. Como as matérias da Agência Brasil,
releases, perfis e entrevistas. Na época não tinha bem blog, então fui acumulando
para fazer o portfólio que em 2009, com 2 anos de formada, virou o blog
impressosemportfolio. Agora sim, eu tinha um portfólio online dos escritos. Ali
tudo era permitido: poemas, posts, ensaios, fotografias, vídeos, áudios mas
acima de tudo, os textos.
Depois
com os sites, consegui publicar
poemas e crônicas em uma revista independente da cidade. A matéria impressa,
guardo com carinho. Tenho ainda o jornal da facul que já amarelou com o tempo. Hoje, o hobby é publicar fotos.
Seja no blog, no Flickr, Instagram ou em revistas e jornais que abrem a seleção
através das #hashtags. A gente começa a achar que já virou curadora de
conteúdo! (risos)
To
publish or not é um verdadeiro vício. Mas hoje tudo se publica. Nunca foi tão fácil! Eu sempre gostei do
impresso, de folhear, de guardar revistas. Talvez por nunca ter passado por uma
redação de jornal. Com o jornalismo multimídia, a gente passou a produzir
conteúdo em áudio, texto, vídeo, infográficos e etc. Era um verdadeiro mix!
Mas
voltando a 2009, foi só com os blogs que voltei a escrever mais semanalmente.
Primeiro, sobre os anos 80, música e cinema. E depois contribuindo para o blog
da Faculdade de Comunicação da UFMT. Ali, meus textos eram “impressos”. Não
importava tanto a audiência. Esse boom de seguidores veio depois com a novidade
das redes sociais. Bom que o jornalismo multimídia só cresceu! Foram 5 anos com
o Canal 80 e 2 anos com o FocAia. Eba! De impresso, pulei direto para a web.
E
o TCC? Vale contar como impresso? Tá la na biblioteca encadernado. O próximo
passo agora é a publicação de uma coletânea do curso de Crônicas. Oba! Meu
primeiro livro? Um sonho antigo era ter um artigo publicado em revistas científicas de Comunicação.
Ah, se a pós fizesse isso!
Quem
diria que o publicando e posting seriam tão comuns hoje. Virou tudo online. Não
faltam especialistas, artistas e influenciadores digitais. É. Tem até status
para blogueiro, vlogueiro com dicas disso e tutoriais. Hoje publica-se de tudo e
um pouco mais. Vida privada, comentários, memes, stories, gifs e ... Vale mais
as curtidas e número de seguidores do que propriamente o conteúdo. To publish
or not virou dúvida para poucos.

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