12 de outubro de 2018

Crônica:To publish or not

             
                 A primeira vez que fui publicada foi numa revista em quadrinhos do Gugu. Depois disso, tomei gosto! Foram perguntas em revistas teens – assinava a Querida – e dezenas de poemas escritos e guardados na gaveta. A idade do primeiro poema? 8 anos. Precoce eu sei, mas de tanto guardar poemas, depois crônicas no fundo da gaveta, fui cursar jornalismo. Além do interesse por rádio/tv, eu também queria ter algo publicado, criado por mim.
              Então, foi só no laboratório de jornal, já quase no final do curso que comecei a acumular esse conteúdo. Mas, não. Ainda não era a vez dos papéis perdidos, fotografias e vídeos feitos ao longo do curso. Já na fase adulta, a primeira vez que fui publicada ou impressa foi no jornal do curso. Claro que já fui personagem em matérias ou enquetes. Mas a alegria de ter escrito, produzido, buscado fotos e ilustrações só sabe quem passou por essa. Foi ali que eu tive a certeza de que eu queria mais. Pode isso?
             Nas entrevistas de estágio e emprego levava sempre uma pasta debaixo do braço com o que produzia dos estágios e facul. Como as matérias da Agência Brasil, releases, perfis e entrevistas. Na época não tinha bem blog, então fui acumulando para fazer o portfólio que em 2009, com 2 anos de formada, virou o blog impressosemportfolio. Agora sim, eu tinha um portfólio online dos escritos. Ali tudo era permitido: poemas, posts, ensaios, fotografias, vídeos, áudios mas acima de tudo, os textos.
            Depois com os sites, consegui publicar poemas e crônicas em uma revista independente da cidade. A matéria impressa, guardo com carinho. Tenho ainda o jornal da facul que já amarelou com o tempo. Hoje, o hobby é publicar fotos. Seja no blog, no Flickr, Instagram ou em revistas e jornais que abrem a seleção através das #hashtags. A gente começa a achar que já virou curadora de conteúdo! (risos)
           To publish or not é um verdadeiro vício. Mas hoje tudo se publica. Nunca foi tão fácil! Eu sempre gostei do impresso, de folhear, de guardar revistas. Talvez por nunca ter passado por uma redação de jornal. Com o jornalismo multimídia, a gente passou a produzir conteúdo em áudio, texto, vídeo, infográficos e etc. Era um verdadeiro mix!
           Mas voltando a 2009, foi só com os blogs que voltei a escrever mais semanalmente. Primeiro, sobre os anos 80, música e cinema. E depois contribuindo para o blog da Faculdade de Comunicação da UFMT. Ali, meus textos eram “impressos”. Não importava tanto a audiência. Esse boom de seguidores veio depois com a novidade das redes sociais. Bom que o jornalismo multimídia só cresceu! Foram 5 anos com o Canal 80 e 2 anos com o FocAia. Eba! De impresso, pulei direto para a web.
           E o TCC? Vale contar como impresso? Tá la na biblioteca encadernado. O próximo passo agora é a publicação de uma coletânea do curso de Crônicas. Oba! Meu primeiro livro? Um sonho antigo era ter um artigo publicado em revistas científicas de Comunicação. Ah, se a pós fizesse isso!
            Quem diria que o publicando e posting seriam tão comuns hoje. Virou tudo online. Não faltam especialistas, artistas e influenciadores digitais. É. Tem até status para blogueiro, vlogueiro com dicas disso e tutoriais. Hoje publica-se de tudo e um pouco mais. Vida privada, comentários, memes, stories, gifs e ... Vale mais as curtidas e número de seguidores do que propriamente o conteúdo. To publish or not virou dúvida para poucos.  

Por Simone Magalhães, em 03/06/2018.    

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