Para mim, café bom é aquele que a gente toma quando quer
Não só quando acorda, mas também no fim de tarde
Ou após o almoço para encerrar os trabalhos
Quem sabe seguido de uma cesta, uma rede ...
Humm! Tem cheiro bão no ar
Com memória de infância da minha vó materna
Que vinda da roça em MG assava pães de queijo
E ao lado do velho radinho de pilha, passava aquele café
Lembra também a mesa posta por meu pai
Que logo cedo dominava a cozinha
Para fazer tudo com muito zelo e carinho
Servidos? Juro que esse era meu momento predileto do dia!
Pena que o rádio estivesse ligado só em hardnews
Momentos para papear também, planejar o dia
Sentir as coisas com mais calma, quando já adulta ia para meus pais
Hoje, onde quer que eu vá ou mesmo em casa
Este é o ritual que me conecta, me traz à raiz
Momento sagrado de sentir a comida, de sentar a mesa com a família
Humm! Não falei que esse poema vinha com cheirinho?
Calor e afeto, lugar de aconchego
Memória viva que o tempo não apaga
Tempo necessário para tantas coisas que hoje parecem passar batido
Servidos? Eis o meu porto ou uma parte da bagagem que levo comigo
Por Simone Magalhães, em 16/02/2022
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