23 de novembro de 2009

Ainda com a palavra, os profissionais

ACS X Mercado - Mas, assessoria de imprensa ou mercado? Longe de ser mais uma alternativa ou mera acomodação no mercado de trabalho, as assessorias ganham visibilidade, a partir de mídias como a internet e, nichos como o legislativo. É o que aponta a assessora da Câmara dos Deputados, Margô Dalla, de 53 anos e há 4 na capital federal.

Formada em artes plásticas, fotógrafa e atual assessora do deputado federal eleito Frank Aguiar, a capixaba com 32 anos de profissão dá a dica para se chegar lá. “Quem entra no mercado deve pensar grande e não ficar preso a uma só coisa”. Consultoria é outro nicho para palestras, avaliação e auditoria, avalia Margô.

Para a diretora-executiva da LABOR, Carmem Cavalcanti, o mercado tem exigido novos comportamentos. Graduada em psicologia no UniCeub, com especialização na FGV e mestrado nos EUA. Ela foi convidada a voltar a LABOR onde fez o seu 1º estágio. Segundo a consultora em RH, o mercado busca pessoas-chá, ou seja, com conhecimento (informação), habilidade (conhecimento) e atitude (comportamento, perfil). “Mau humor, por exemplo, pega mal”, enfatiza.

De assessora do renomado Sebastião Salgado a cameragirl. A rotina de trabalho da assessora parlamentar Margô Dalla inclui de releases, fotografia a discursos de posse. Ao todo, ela faz até 5 discursos por semana além das 7 laudas já escritas para a posse em 2007. “O assessor é um pensador, tem que pensar antes e ter uma seqüência do que faz. Tem que estar animado, fazer projeto, estar antenado”, ela explica, ao comparar o papel do assessor ao de um articulador. Questionada sobre a maquiagem dos fatos, a favor da boa imagem do assessorado e com opiniões “fabricadas”, ela rebate: ”Tento fazer o mais verdadeiro que posso”.

Geração Millenium - 25 anos, 7 de profissão. A Geração Millenium (na faixa dos 20 anos) executa diferentes tarefas com diversão. Sem deixar a responsabilidade de lado, Bruna Marques, reveza sua agenda diária em eventos e assessoria para o Porão do Rock, a Claro, o Fashion Clube e a RR Produções.

De Rebeldes a Glória Gaynor, passando por Pearl Jam a Roberto Carlos e BB King. A rotina de Bruna não pára. “É estresse antes, durante, e depois”, ela afirma. “Tem que ficar o show inteiro, tirar foto, atender jornalista e ainda verificar ocorrências policiais além de passar a noite acordada e deixar o celular ligado”, complementa.

Ao longo da carreira, a jovem mãe já passou pelo GDF (desde o 2º dia de aula), pelas mãos da jornalista de moda Paula Santana e pelo site Balacobaco, onde estagiou. No entanto, um dos seus sonhos já foi realizado. Trabalhar lado-a-lado com Rafael Reisman, um dos maiores produtores de shows internacionais na cidade.

Para Bruna, que chega a ganhar R$ 1.500 por evento, a recompensa vai além de fazer o que se gosta. “Tem que aprender a lidar com diferentes clientes e ser muito criativo”, conclui. Com essa bagagem, ela comemora a conquista de um mercado cada vez mais fértil em Brasília.

Aos que não tiveram a mesma sorte, a consultora Carmem alerta para a crise do pós-formando. Perdidos na carreira ou desanimados com a profissão. Ela recomenda evitar entrevistas de emprego ou procurar trabalho em tempos de crise. Nessa hora, de acordo com a especialista, o essencial para seguir uma carreira e ser feliz, é rever o que se quer e o que se gosta. “O plano profissional tem a ver com a nossa praia e cada um tem seu estilo. Por isso, é preciso investir tempo para se conhecer, reconhecer, e encontrar os pontos fortes e fracos”.

Por Simone Magalhães, em 06/12/2006

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