23 de novembro de 2009

O Mercado de Trabalho na visão dos profissionais

“O estagiário, muita das vezes, é melhor que o profissional”
(Vladimir Netto, repórter TV Globo)

Formado em 1995 pela UERJ, Vladimir Netto não é mais um no mercado. Com 12 anos de profissão, ele é filho da jornalista econômica Miriam Leitão. Apesar da influência e o peso do nome, Vladimir alega ter ralado muito para chegar ao posto atual: a TV Globo.

Dos tempos da faculdade, a experiência no jornal da Reitoria. No currículo, estágios no O DIA (onde permaneceu por 1 ano) e no JB. Neste último, cobria o dia-dia nas ruas (polícia, política e economia) e foi contratado logo após o “faro” que o levou a matéria ‘RU prejudica taxistas’.

Com o prêmio ESSO veio o convite para trabalhar na TV Globo. Os 40 dias de investigação sobre o político Garotinho lhe garantiram a vaga de repórter investigativo na emissora. Com passagem em veículos como a Veja, de onde saiu após 4 anos para a chefia de reportagem do IG, novo convite surge para trabalhar no O GLOBO após 3 meses parado. A tarefa? Escrever sobre economia. “A economia sempre me perseguiu”, brinca.

Quem pensa que TV é “mais” fácil e que só indicação já vale, Vladimir enumera aos formandos do UniCeub, a rotina que enfrentou para adaptar seu texto impresso.“Primeiro, foram 6 meses no DFTV para aprender, 1 dia no SCS gravando passagem até aprender e algumas matérias para o Bom Dia e a prata da casa, o Fantástico”.


Indicação ou sorte? - Segundo Vladimir, a empregabilidade está diretamente ligada ao profissionalismo e a maneira como nos relacionamos. “Ganhar na hora da entrevista, ler muito, arriscar um texto. Só uma leitura intensa e continuada do jornal vai lhe dar a esperteza do assunto. E, se o chefe percebe isso, você ganha espaço”, ensina.

Ele acrescenta ainda que apesar de pequeno o mercado é maior do que a gente pensa: “QI é a realidade do mercado, mas tem que ralar também. O negócio é ter maturidade e disposição. Todos que conheço conseguiram uma chance. Algum lugar vocês vão encontrar”, diz com grande dose de otimismo. Presente no seminário, Hugo Studart, editor da Isto É, ressalta que não adianta fazer TV se o perfil do profissional tende mais para o impresso. “Cada profissional tem que descobrir a área que gosta de atuar. Pois uma vez dentro é só mostrar competência que se chega lá”, ele opina.

Para o repórter da Globo, são várias as formas de construir uma carreira, mas para o mercado alguns pontos são infalíveis. “O chefe sempre espera uma matéria bacana, essa capacidade de trazer notícias e comparar jornais. Inglês é importante, mas não fundamental. Minha mãe mesmo só veio aprender depois de já ser uma profissional reconhecida”, observa Vladimir.

((continua))

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