26 de junho de 2010

Você sabe o que é Transmídia?

Uma nova Era para o Entretenimento? É o que promete Jeff Gomez, produtor transmídia de filmes como "Avatar" e "Piratas do Caribe", que visualiza também a estratégia na aproximação com as marcas

Este americano aí topa tuuuudo. Celular, game, romance, quadrinhos, programa de TV ... Jeff sabe utilizar muito bem as multiplataformas de mídia. Quem diria ... A plataforma correta + o engajamento do público = puta estratégia de marketing. Para ele, essa "brincadeira" ainda deve render muito!

Em passagem por aqui no início do ano, Jeff palestrou sobre mídias sociais (
e como as marcas e grandes estúdios ainda não sabem tirar proveito do buzz), indústria fonográfica e ... É a Era do Entretenimento consciente, com espaço para a real identificação com o "usuário" e a pluralidade de vozes.

As mídias sociais estão em sua infância? Então, colabore!


Entenda mais na entrevista, dada ao Canal Multishow:

Com a tecnologia 3D e as narrativas transmídia, a indústria cinematográfica vem se recuperando frente à pirataria. E a indústria fonográfica? Como o mercado da música pode sair da UTI e voltar a respirar?

Temos assistido à indústria da música bem de perto e temos fortes interesses. Muitas gravadoras vieram até a Starlight Runner para saber mais sobre transmídia, mas elas não entendem muito bem ou não encontram motivos para pagar por isso. Não acreditamos que a indústria da música vá conseguir sobreviver sem fazer uso das multiplataformas de mídia. O jeito de se fazer isso é conectar o artista, no nível da gravadora, com o público, usando o mesmo conteúdo que já usam para o marketing do artista, mas também colocando o artista mais acessível ao público, construindo uma nova estrutura para que essa comunicação vá e volte.

“Engajar a audiência” é o termo do momento. Mas a audiência quer mais do que participar, quer criar a sua própria storytelling. Qual é o futuro da colaboração do público via mídias sociais?

As mídias sociais estão em sua infância. O que é legal nisso é o jeito com que as mensagens e a narrativa são comunicadas instantaneamente nos dois sentidos, entre dois indivíduos, mas também, no futuro, como as histórias vão integrar os pensamentos e contribuições de dezenas, centenas ou milhares de pessoas, que vão criar tapeçarias de narrativas juntamente com o contador de histórias para criar universos ficcionais. Isso vai ser muito legal de se assistir. Para mim, o que é interessante tecnologicamente é o Google Wave, porque está permitindo que se crie essa cooperação criativa.

Mas o buzz criado acaba pulverizado, disperso e pouco aproveitado do ponto de vista do negócio. Como é possível monetizar a participação do público?

Essa é uma grande preocupação minha: o fato de que os estúdios não tomam posse da conduta com que devem lidar com os fãs. Quem é dono do Youtube? Eu não sei, mas não é a Fox, certo? A 20th Century Fox é dona de "Avatar", mas eles não criaram uma forma para que os fãs pudessem se expressar com esse tipo de conteúdo. Se isso for feito, essa plataforma pode ser convertida em dinheiro. Não será mais a menina gordinha (aquela que ensina maquiagem de Avatar no Youtube; veja) e seus 500 amigos; será cada tipo de fã de "Avatar" que virá a você, porque a plataforma correta vai estar sendo providenciada para que ele se comunique. Isso deve ser feito. A Fox não fez isso com "Avatar", a Paramount não fez isso com o novo "Star Trek", a Marvel não está fazendo isso com o novo Wolverine, com o Capitão América, com os novos filmes de super-heróis. Alguém vai ter que começar a fazer isso, porque é isso que vai dar dinheiro.

As informações são do Canal Multishow.

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