Quando as páginas policiais viram a pauta da semana. Pode espremer que sai sangue!Veja a reconstituição
Ainda na quarta-feira, dia 7, acordava atônita com a repercussão do caso da modelo Eliza Samúdio (também chamado, posteriormente, de caso Bruno). A cada dia, cresciam as especulações sobre o assassinato da ex-namorada (o termo mais correto é amante). Bastava ligar a TV, o rádio, abrir o jornal ou navegar pela web que lá estava o assunto do dia, da semana. Isso tudo me "cheirava" a fofoca ou, na melhor das hipóteses, a um quê de crônica policial. Não que soasse romântico, mas a trama se mostrava perfeita para roteiro de um longa. À exemplo de Ônibus 174, do caso Eloá e, mais recentemente, da advogada Mércia Nakashima. De repente, tudo tinha virado passado ou quase ficção.
A cobertura da mídia - Quem poderia prever que das páginas policiais pudesse sair a pauta da semana. Na cobertura da mídia, todos queriam uma brechinha do caso. O furo do furo, a repetição quase obsessiva dos fatos. Mas, o que realmente fixava-se em nossas mentes? Dormiamos melhor? Nos sentiamos mais seguros? No diário mórbido dos personagens que surgiam a todo instante, mais capítulos ainda seriam escritos. E, para quê? Ficha policial, entra e sai de advogados, desfile de delegados, detalhes da cela ... A mídia novamente como Quarto Poder e com poder de polícia.
Às vésperas do circo "televisionado", esse estardalhaço todo já me enchia. Por que, afinal, a história de um jogador (ao meu ver, nem tão conhecido assim) tomava a mídia? E mais: quem era esta modelo? Jovem, bonita ... Na escola, nota 10 em Educação Física. Mas, não era ela quem ia atrás dele? Num flash rápido, Dayane Rodrigues, a esposa. Antes e durante, tão somente uma coadjuvante.
Romance na trave - Chá abortivo, em 2009. Mais recentemente, a prisão temporária decretada por sequestro. A situação do goleiro e capitão do time rubronegro avançava de foragido à um desfecho trágico. E o que dizer dos pais da vítima, que antes omissos, eram agora fontes corriqueiras na mídia. Prestativos, não? Na série macabra, o jogo de peças não se encaixavam.
Na análise do sofá: Por que não "responsabilizar" estes pais? Por que não falar das marias chuteiras? Será que agora estas garotas afoitas por famosos conseguirão segurar um pouco a bola? Eliza foi sozinha, direto para os braços do algoz. Se era bonita ... Não faltariam candidatos! Mas, a menina-mulher parecia largada, buscava atenção, atirando para todos os lados.
Longe de fazer aqui simplificações, é claro. Seria Eliza uma inocente na história? Para que se envolver com um homem casado? Ainda mais se o parceiro era violento e já a tinha ameaçado. Teve o filho, tinha o apartamento em Copacabana ... O restante, recorra a Justiça, oras. Quanta "maria chuteira" aí não faz isso para reaver seus direitos? Até para exame de DNA a mulherada tem por costume botar a boca no trombone. Infelizmente, a love story de Eliza, era desde o início uma roubada.
A queda do império - E, por que a história de Bruno e não a de tantos outros "anônimos" que se envolvem em crimes passionais? Seria ele um modelo para casos assim? À exemplo disso, patrocínios esportivos ao craque e o próprio contrato com o Flamengo foram suspensos. Como ele mesmo disse ao delegado: termina aí o sonho de disputar a Copa de 2014. Sem salários fantásticos, contratos no exterior e campanhas milionárias. Bruno corre agora fora dos gramados, com a fama jogada na lama e longe da Cidade Maravilhosa. Mesmo de braços abertos, talvez nem Cristo consiga defende-lo nessa!
Por Simone Magalhães, 12/07/2010, para o Blog Manual dos Focas.
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1 comentários:
Apesar disso, e sem querer desmerecer a vítima, como ilustraram as reportagens recentes na Record. "Peritos" (e, haja psicólogo, psiquiatra, sociólogo ....) já cogitam a hipótese de queima de arquivo, já que Eliza sabia demais da vida regada a festas do goleiro.
Em meio a drogas e muita putaria, a chácara em MG era emprestada a outros jogadores e até traficantes. Só não ficou claro, ainda, se ela ousaria chantageá-lo ...
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