Quando a realidade impera, o jeito é pegar o que o mercado ofereceVoltando à rotina diária de exame dos classificados, blogs, listas de e-mail's e rede de contatos é possível encontrar ofertas nem sempre desejáveis. Explico melhor: vagas que você simplesmente não procura, jura não ter vontade de trabalhar ou gostaria de dizer (com todas as forças) que são àguas passadas. Sim, você estudou, tentou aprender novas coisas. E, portanto, gostaria de poder por em prática. Mas, e aí? Sem um empurrãozinho, uma pós e um mercado mais cooperativo, a bem da verdade, realista. Sonhos com o emprego ideal acabam, cedo ou tarde, engavetados.
Mundo real - Então, boas-vindas ao mundo real! Nada, mas absolutamente nada a ver com o que você aprendeu na faculdade ou sonhou em algum momento de sua vida. Nada assim mágico ou extraordinário, eu diria. É mais subsistência mesmo, rotina. Ou, como deduz este post: aceitar trabalhos apenas e tão somente por dinheiro. Para não ficar parado, para poder pagar as contas no fim do mês. Ainda que tudo isso, no fundo, traga aquela sensação de fracasso. Vazio mesmo, diante de tantas tentativas. Pois é. Mas, nem todos chegam lá. Nem todos se realizam ... Ou ainda: a vida não acontece como a gente quer. Não mesmo!
Dito assim, quantas vezes não optamos por uma função justamente por se tratar de uma boa empresa ou por visualizarmos ali uma oportunidade de mudar (depois) para a àrea que realmente escolhemos? Mas, que até o momento, não nos escolheu. Para os disponíveis no mercado, infelizmente, e aí sem querer desprezar qualquer função, anúncios para vendedores, operadores de telemarketing, digitadores, auxiliares de biblioteca e degravadores são os mais comumente encontrados. Exatamente nessa ordem. Tá certo que, temporários ou não, eles podem render uma graninha para quem está parado de todo. Certo? Já a fazer disso uma carreira ou acabar aí após formado, é que ...
Para quem não sabe, os degravadores (puta coisa chata!) são aqueles profissionais disponíveis at home para digitação, palavra por palavra, de áudios com até 6 horas de gravação. Pior que isso, creio eu, só a atividade de clipping. Servicinho bem comum dos estagiários de jornalismo. Acontece que sem uma estrutura mínima, o trabalho fica ainda mais cansativo. Uma das minhas quase-roubadas, aliás, foi assim. A proposta era gastar resmas e resmas de papel para o clipping além de remessas semanais por Sedex. Aí, você se pergunta: Vou ganhar alguma coisa ou praticamente irei pagar para trabalhar?
Topa tudo - Vai entender o mercado ... Há os estressados, concentrados que muita das vezes topam tudo e são esquecidos de imediato. Há quem colecione trabalhos, sem trabalhar. E curta mais do que aquele que saiu de férias. Há muita gente ruim no mercado, mas com bons contatos. E, muito esforçado aí, de fora, isolado. O frila, por exemplo, trabalha tão ou mais do que muito contratado e não ganha nem um VT ou ajuda de custo. Talvez seja tudo uma brincadeira dos astros. Um mal entendido operacional. Uma conjunção desfavorável. CQC, que nada! O que tira o sono mesmo é IPTU pra pagar. Sem contar a conta do mercado ou acordar com cobrador irritado. Logo, ficar escolhendo ...
Tá certo que sonhar não faz mal a ninguém. E só pra discordar do otimismo do Max Gehringer, galgar a tão sonhada posição é muita das vezes trilhar um caminho difícil e árduo, onde a sorte e o velho empurrãozinho de sempre fazem toda a diferença. Melhor seria concorrer diretamente à função. Porque o mais comum é você ficar anos fazendo a mesma coisa e depois se entregar ao ócio e desmotivação. Ou você espera bastante para ver um novato pegar "o seu lugar" ou começa a sambar para outros lados. Pois já que a empresa não investiu em você, vale mais alçar novos voos. Certo? Sim e não! Provavelmente passará pelos mesmos empecilhos. Agora, em um novo lugar. Ainda assim, se não tiver a beira dos 30, 40 ... É notável arriscar!
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