18 de janeiro de 2011

Crítica: "Zé Colmeia - O filme"

Clássico de Hanna-Barbera completa 50 anos e estreia em 3D

Já viram o final alternativo? Que que isso!!!

Por favor, não alimente os ursos! Basta este aviso para que muitos se lembrem do clássico desenho de Hanna-Barbera, que fez sucesso na TV nas décadas de 60 e 70. Agora, passados mais de 50 anos, o urso-pardo mais famoso de todos volta aos cinemas para uma aventura com atores reais e personagens animados. Dirigido pelo vencedor do Oscar de efeitos especiais Eric Brevig (de O Vingador do Futuro), Zé Colmeia – O filme entra em cartaz nesta sexta, 21, em cópias 2D e 3D.

Acompanhado por seu inseparável amigo, Catatau, o velho urso comilão continua roubando as cestas do parque Jellystone, sob os olhos atentos do guarda Smith. De cara, percebemos que ele não é um urso qualquer. Na história, às vésperas de completar 100 anos o parque está perdendo visitantes. E por isso, o prefeito da cidade decide fechá-lo e lotear suas terras. Para salvar a mata, eles contarão com a ajuda de uma jovem cineasta que veio filmar os ursos que falam. Sem as cestas de piquenique e sua equipada caverna, Zé Colmeia precisará provar porque é o mais esperto dos ursos. Missão esta que o fará esquecer seu apetite, por um tempo.

Filmado em 3D na Nova Zelândia, a fita que mescla ação, aventura e comédia para toda a família, está longe de ser a melhor versão já feita para um desenho. Mas preserva elementos que o fizeram inesquecível, como o humor, a personalidade irreverente e até mesmo uma certa ingenuidade dos personagens, que aqui não cativam tanto quanto na TV. O filme perde mais ainda com a dublagem brasileira. No original, Dan Aykroyd (Os Caça-Fantasmas) dá voz à Zé e Justin Timberlake (A Rede Social) interpreta Catatau.

À exceção de sequências, como a que ele pula para pegar uma rosquinha - ao som de 2001: Uma Odisséia no Espaço - é difícil dizer quem (ou o quê) é mais dispensável em quase 2 horas de projeção. Se os guardas florestais ou a “mocinha do filme” que vive o par romântico do guarda-chefe. Antes do longa, mais uma homenagem: um crossover do Papa-Léguas com outros personagens. Nos créditos, referências a E.T. – O Extraterrestre e o game Mario Bros. Não se atrase!

Por Simone Magalhães, em 19/01/2011

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