Imersos nessa nova geração e, principalmente na cultura colaborativa, um projeto na cidade vem inovando de forma criativa e bastante divertida a forma de educar
Imagine uma sala de aula onde temas como Marco Civil, Lepo Lepo, Valesca Popozuda, chats pelo WhatsApp e até mesmo memes* da internet pudessem entrar sem censura. Seria ideal, não? Pois saiba que essa sala existe. E como em qualquer reunião de amigos, ela também obedece a locais e horários definidos. Se bem que, nada é tão rígido assim. Ficou interessado? Então, escolha já o seu lugar na sala mais eclética da internet. Aqui, todos são professores e aprendizes. Todos colaboram e todos participam.
Imagine uma sala de aula onde temas como Marco Civil, Lepo Lepo, Valesca Popozuda, chats pelo WhatsApp e até mesmo memes* da internet pudessem entrar sem censura. Seria ideal, não? Pois saiba que essa sala existe. E como em qualquer reunião de amigos, ela também obedece a locais e horários definidos. Se bem que, nada é tão rígido assim. Ficou interessado? Então, escolha já o seu lugar na sala mais eclética da internet. Aqui, todos são professores e aprendizes. Todos colaboram e todos participam.
E se a onda é compartilhar, por que não aproveitar o espaço virtual para provocar uma educação mais atual, informativa e divertida? Seja na web, na escola ou no ambiente familiar, o aprendizado e a linguagem podem (e devem) se relacionar de forma pacífica. Afinal, aplicativos e plataformas como blogs para professores já são uma realidade em muitas escolas. Que dizer de conteúdos mais específicos com vídeos e podcasts?
Imersos nessa nova geração e, principalmente na cultura colaborativa, um projeto na cidade vem inovando de forma criativa e bastante divertida. Entre os defensores e colaboradores da Sala, está o publicitário brasiliense Leo Maia. “Cada vez mais é possível aprender junto na web, compartilhar aprendizados e construir coisas novas através dessa poderosa ferramenta que é a internet. E a escola precisa tomar esse espaço para aprender a ensinar e, não apenas, proibir o acesso a rede ou o uso do celular em sala de aula”, argumenta.
Ponto esse que outros colaboradores do projeto, como a doutoranda em Educação na UnB, Mariana Létti concordam. “Educar na cultura digital é aceitar que o mundo mudou, que os alunos mudaram e os professores precisam mudar também. É aproveitar todas as ferramentas que estão disponíveis, inclusive as fofocas e os memes para tornar a aula mais interessante”, acredita ela, que é também redatora da coluna Educar na Cultura Digital e professora de Sociologia no DF.
O projeto - E o melhor de tudo isso, é que o projeto nasceu em Brasília. Mais precisamente dos corredores da Universidade de Brasília (UnB) que a Sociedade de Linguística Aplicada, Cultura Digital e Educação foi fundada pela professora Leila Ribeiro, à época cursando Mestrado em Linguística. De 2007 para cá, a SALA – como é carinhosamente chamada – ganhou um sítio na internet e uma grande leva de colaboradores. Atualmente são quase 30 pessoas, dentre professores, pesquisadores e voluntários, que colaboram ativamente no projeto.
Com um portal na internet, onde reúne podcasts mensais, um hangout semanal, entrevistas, cobertura de eventos e colunas quinzenais sobre educação e internet. O projeto tem como carro-chefe o vlog InCrível, apresentado todas às sextas-feiras, a partir das 21h, no youtube. Com cerca de 30 minutos de duração, o programa faz uma espécie de resumo dos assuntos que bombaram na internet durante a semana. Apresentado, produzido e editado pelos diretores e fundadores da Sala, Leila Ribeiro e seu marido, o jornalista Washington Ribeiro. A Tele Sala já chegou a ultrapassar em uma só noite mais de 500 visualizações no canal. O tema do dia? Sabe de nada, inocente!* – um dos memes mais cultuados da web nos últimos tempos. Voltado principalmente para os professores, a Sala atinge na verdade vários públicos. De criança, a pais e concurseiros, passando pelos alunos.
Curadoria de conteúdo - Na Sala há pouco mais de 1 ano, Leo Maia atua na parte de curadoria de conteúdo. É ele o responsável pela coluna Cafezinho, com novidades sobre a web, e também pautas e coberturas de alguns eventos. “A gente começa a participar porque acha legal o site. Depois você começa a participar porque encontra um espaço bom para publicar este material. E neste caminho a gente se aproxima, conhece melhor e troca experiência”, diz ele que é também colunista fixo nos sites YouPix e BlueBus sobre o universo da tecnologia.
Curadoria de conteúdo - Na Sala há pouco mais de 1 ano, Leo Maia atua na parte de curadoria de conteúdo. É ele o responsável pela coluna Cafezinho, com novidades sobre a web, e também pautas e coberturas de alguns eventos. “A gente começa a participar porque acha legal o site. Depois você começa a participar porque encontra um espaço bom para publicar este material. E neste caminho a gente se aproxima, conhece melhor e troca experiência”, diz ele que é também colunista fixo nos sites YouPix e BlueBus sobre o universo da tecnologia.
Para Leila Ribeiro, também doutoranda na UnB, o conteúdo é mesmo o diferencial do projeto. “Gostamos de ir em eventos que os professores não costumam ir. A intenção é mostrar que tem muito conteúdo interessante e relevante para a formação do docente em outros eventos não tão educacionais. Participamos ano passado da Campus Party cobrindo a Educaparty, mas costumamos ir também em eventos de Marketing e Design. Até porque em nossa equipe temos sempre consultores acadêmicos, assistentes em Mídias Sociais, jornalistas, colunistas e também tecnólogos”.
O Reconhecimento
Com tanto sucesso entre o público, o projeto vem colhendo prêmios por onde passa, como a certificação de Empreendedores Criativos pelo British Council e o Prêmio Hipertexto 2013 na categoria Artes Digitais e Aplicativos Educacionais. Com uma audiência qualificada e um público infantil e adolescente em alta, a interação com o usuário também formado por professoras, deixa claro a maturidade e o caráter crítico dos interessados. “Os comentários que são realizados na página geralmente rendem boas discussões. Sempre que alguém nos encontra surge um “adoro o programa” ou “aprendo tanta coisa com o site”. Um exemplo disso é um grupo de jovens em Juazeiro do Norte (CE) que fizeram um programa em nossa homenagem. O Jovens InCríveis falava sobre situações na escola, com entrevistas e também assuntos da internet”, lembra Leila emocionada.
Quer participar?
Se você é mais um apaixonado por tecnologia e educação ou gostaria de saber mais sobre o projeto. Acesse Facebook/Sala ou o Portal Sala pelo endereço www.sala.org.br. Aos interessados, o grupo trabalha também com palestras e consultoria nas escolas. Já o time de voluntários é renovado todo início de ano. Se liga que o inCrível tem também WhatsApp!
*Meme é um termo grego que significa imitação. Na internet, o significado de meme refere-se a um fenômeno em que uma pessoa, um vídeo, uma imagem, uma frase, uma ideia, uma música, uma hashtag, um blog etc., alcança muita popularidade entre os usuários.
Por Simone Magalhães para a Revista DiRolé - site e redes sociais, em 16/06/2014.
(http://www.arevistadirole.com.br/slides/projeto-brasiliense-na-internet-educa-sem-perder-a-diversao/)
Por Simone Magalhães para a Revista DiRolé - site e redes sociais, em 16/06/2014.
(http://www.arevistadirole.com.br/slides/projeto-brasiliense-na-internet-educa-sem-perder-a-diversao/)



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