Regidos pelo lema “o mundo é menor do que você pensa”, um
grupo em Brasília vem realizando o sonho de rodar o mundo sem sair de casa. E
se o mundo é mesmo uma torre de babel, que tal mudar a maneira como viajamos?
Ou melhor, conhecer outros países e outros viajantes sem sair de sua cidade?
Pensando nisso e em como estreitar fronteiras, uma turma animada de pelo menos
20 brasilienses e estrangeiros movimentam, semanalmente, o Clube Poliglota de Brasília.
Filiado ao
Clube Poliglota do Brasil desde fevereiro deste ano, a inspiração veio de
terras estrangeiras, é claro. Mais precisamente do Clube Poliglota de Paris,
que já existe há 11 anos. Com todo o networking viabilizado via redes sociais e WhatsApp, o Clube Poliglota de
Brasília começou a se espalhar pela cidade, com nomes como Torre de Babel,
depois Intercâmbio Linguístico e Cafezinho Poliglota. “O Torre de Babel começou
há 3 anos quando duas das organizadoras, a Maíra e a Eloy, conheceram o grupo
de Santiago, no Chile. Mas a maioria dos encontros começou mesmo pela
iniciativa dos participantes do couchsurfing*.
Já que viajavam, viam como funcionava nos lugares (onde os encontros existiam)
e espalhavam a ideia por aí”, conta o “grego” Georgos Jurobola, ex-organizador
do Clube Poliglota de Fortaleza e um dos organizadores em Brasília.
Para Cléo Alves, uma das curiosas deste mundo virtual, a oportunidade de praticar outras línguas, fazer amigos e ainda se divertir soou irresistível. “Fiquei sabendo através da página ‘Compartilhando o Pilotis’ no Facebook e achei tão interessante que apareci numa sexta-feira sem conhecer ninguém. Na segunda vez que fui ao encontro, acabei fazendo amizade com um rapaz que conversei em inglês e o convidei para passar o carnaval com minha turma em Olinda. Foi ótimo desde o início!”, relembra a arquiteta que fala também italiano.
Para Cléo Alves, uma das curiosas deste mundo virtual, a oportunidade de praticar outras línguas, fazer amigos e ainda se divertir soou irresistível. “Fiquei sabendo através da página ‘Compartilhando o Pilotis’ no Facebook e achei tão interessante que apareci numa sexta-feira sem conhecer ninguém. Na segunda vez que fui ao encontro, acabei fazendo amizade com um rapaz que conversei em inglês e o convidei para passar o carnaval com minha turma em Olinda. Foi ótimo desde o início!”, relembra a arquiteta que fala também italiano.
Os encontros
- Para os interessados, os encontros acontecem sempre as
segundas, quartas e sextas, a partir das 19h em algum ponto da cidade. O
primeiro, ainda em teste, tem sido no Zuzubem Bar em Águas Claras. O segundo,
as quartas, no Café do Chef, localizado na 108 norte. E as sextas-feiras,
usualmente, eles se encontram para o happy hour em algum bar ou restaurante de
Brasília. O último, por exemplo, foi no Carpe Diem da 104 sul. Mas já se
reuniram no Piauí Bar, da 402 sul. E no terceiro domingo do mês, há espaço
ainda para algum churrasco ou piquenique em local variado.
Os próximos encontros acontecem nesta sexta, dia 4, no jogo do Brasil x Colômbia. E no
dia 20 de julho, às 14h, com a 4ª
edição do PicNic Poliglota, agendado para a Torre de TV. Portanto, querendo
mais de um idioma é só mudar de mesa. “A pessoa começa conversando em
português, depois inglês e outros idiomas. Ultimamente temos feito uma mesa de
português para estrangeiros então é até legal quando vem brasileiro porque eles
curtem e tentam falar também”, explica Maíra Machado, que é intérprete e
tradutora. Já os cinco organizadores do Clube Poliglota de Brasília falam
inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, esperanto, e ainda arranham no
japonês, latim e mandarim. Feito o convite, chamem todos para poliglotar
pessoalmente!
*couchsurfing = organização sem fins lucrativos que tem como
principal atividade, a troca de alojamento entre viajantes. Os voluntários do
projeto organizam frequentemente encontros ou acampamentos para aproximar pessoas.
Saiba mais – Clube Poliglota de Brasília:
FB/polyglotclubbrazil ou Maíra: 61 8557-8251 e Luciana: 61 9538-2420.
Por Simone Magalhães para a Revista Di Rolê, publicado em 03/07/2014.
Por Simone Magalhães para a Revista Di Rolê, publicado em 03/07/2014.


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