Resultado
de 2 anos de investigação jornalística, filme alerta para que o consumo da
carne não esteja atrelado a questões como desmatamento e trabalho escravo
O Brasil Rural desta
quinta-feira (26) conversou com o diretor do filme "Sob a Pata do Boi", Márcio Isensee,
sobre os estragos da pecuária na Amazônia. Em 49 minutos de projeção, o
documentário expõe através de entrevistas com produtores rurais e donos de
frigoríficos o desmatamento na região. O filme é uma produção do site ((o))
eco, de jornalismo ambiental, e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da
Amazônia (Imazon). "Este
documentário é resultado de 2 anos de investigação para a cadeia de pecuária da
Amazônia. Conversamos com produtores grandes e pequenos em diferentes
municípios, principalmente no Pará, que é um grande expoente da pecuária na
Amazônia. E isso gerou uma série de reportagens que foram sendo publicadas e
depois disso a gente fez o filme. Sempre com intuito muito claro de que as
pessoas saibam que existe pecuária na Amazônia. A região hoje tem um rebanho de
85 milhões de cabeças de gado, 3 cabeças para cada pessoa no bioma",
aponta Márcio.
No
documentário, ele tenta abordar o problema ao falar de boas práticas na
pecuária e também sobre questões como regularização fundiária e consciência do
consumidor. O Pará foi o primeiro estado a se propor, através de um
ajustamento de conduta firmado entre os frigoríficos e o Ministério
Público, a tentar controlar essa cadeia para que os frigoríficos não comprassem
de fazendas que tem o desmatamento, trabalho escravo e outras questões
relacionadas ao meio ambiente.
Ouça no player acima.
Exibido em
cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belém, o documentário estará
disponível a partir de 9 de agosto nas plataformas digitais iTunes, Google
Play e Net NOW.
Por Simone Magalhães, publicado em 26/07/2018, no site das rádios EBC.
No documentário, ele tenta abordar o problema ao falar de boas práticas na pecuária e também sobre questões como regularização fundiária e consciência do consumidor. O Pará foi o primeiro estado a se propor, através de um ajustamento de conduta firmado entre os frigoríficos e o Ministério Público, a tentar controlar essa cadeia para que os frigoríficos não comprassem de fazendas que tem o desmatamento, trabalho escravo e outras questões relacionadas ao meio ambiente.
Exibido em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belém, o documentário estará disponível a partir de 9 de agosto nas plataformas digitais iTunes, Google Play e Net NOW.

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