Segundo o pesquisador
Valdir Novello, não dá para prever o futuro, mas é certo que os períodos
extremos estão cada vez mais frequentes e as mudanças climáticas mais
aceleradas
A impressão que nós temos
é de que nos últimos anos tem chovido menos, com secas mais prolongadas. Mas
e se olharmos lá atrás o comportamento da chuvas em nosso país? É o que
uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) tem demonstrado ao analisar
dois mil anos da história das chuvas.
Sobre esse
assunto, o Brasil Rural conversou
com o físico e pesquisador do Instituto de Geociências da USP, Valdir
Novello. Segundo ele, pela composição química das rochas
nas cavernas é possível saber quais foram os períodos mais secos e os mais
úmidos.
"Quando a
gente olha pro passado, a gente vê que muitas variações climáticas, tanto para
o mais úmido, quanto para o mais seco, ocorreram. Mas isso é normal, o clima está
em constante mudança. Agora, com a influência humana, com os gases do
aquecimento global, essas mudanças naturais que ocorrem no clima tendem a
acelerar. Então, é difícil traçar um panorama do que vai acontecer. O que é
certo é que os padrões de chuva estão mudando mais rápido por causa do homem. O
que é esperado é que ocorram mais extremos: anos bem mais chuvosos que os
normais e mais secos também", analisa o pesquisador.
Na entrevista,
Novello comenta também os períodos de seca ao longo da história no nordeste. De
acordo com ele, a probabilidade é de ficar ainda mais seco.
Por Simone Magalhães, para o site das rádios EBC.

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