14 de março de 2009

Crítica: "Requiem para um Sonho"


Requiem (do latim), quer dizer, descanso/repouso. Assim, traduziríamos "Requiem para um Somo" como repouso ou mesmo letargia constante e anterior aos sonhos (estes reais ou imaginários). O drama estadunidense traz como elementos centrais: o sonho e a realidade, ou melhor, diferentes sonhos em diferentes realidades, bem capazes de extorquir o pouco que nos sobra de humanidade.

O filme do diretor Darren Aronofsky de "Pi" e futuramente de "Batman 3" foi roteirizado a partir do romance de Hubert Selby Jr. (1978) que mostrava a vida de dois rapazes através do tráfico de drogas. A primeira exibição pública do filme foi feita no Festival de Sundance e, posteriormente ganhou notoriedade pela indicação ao Oscar 2000 de melhor atriz para Ellen Burstyn (de "O Exorcista").

A produção gira em torno de quatro personagens: a mãe viúva e viciada em TV, que após um convite por telefone para aparecer no seu programa favorito, passa a torma pílulas de emagrecimento c omo forma de voltar a usar o seu dourado "vestido vermelho"; o filho e sua namorada - ambos viciados em heroína que sonham ficarem juntos para montar uma loja no mundo da moda e; o amigo negro (o ator Marlon Wayans de "Scary Movie") que se conforta na imagem da mãe e no sonho de ser mais que um mero usuário de drogas.

Ao contrário de "Trainspotting", o longa não contrapõe o lado bom ou ruim e nem se preocupa em amenizar ou mesmo divertir. "Requiem" é um filme forte, até certo ponto depressivo, pois nos mostra a círculo que envolve o vício (seja ele por TV, roupas, comida, posses sociais, sucesso, felicidade ...) e na decadência deste ser humano e real ao vivenciar extremos de dor, loucura, sonhos, prostituição, desencontros e ... Porque não um pouco do inferno?

"Requiem" mostra um sonho dentro de um sonho, um pesadelo real e, a nós espectadores, um rastro de de horror, desgosto e mesmo mal-estar. Aliás, na própria edição foram incluídos tais efeitos "especiais" como a divisão de imagens numa mesma tela, a música, a distorção de câmera e os cerca de 2000 cortes realizados (sendo que em filmes normais usa-se de 600 a 700 cortes).

Mas, se você for uma dessas pessoas adeptas de filmes como "Clube da Luta" e outros do gênero underground definitivamente não irá se assustar com mais este. De qualquer modo, vale a pena vê-lo ainda que talvez não consiga revê-lo ou mesmo afirmar se gostou.

Simone Magalhães (sem data)

4 comentários:

Aline Cristina. disse...

Olá Simone !!!

Primeiro quero agradecer a sua visita em meu blog e segundo, eu assisti esse filme e adorei, uma ótima dica para quem ainda não conferiu...

Parabéns pelo blog, conteúdo inteligentíssimo...

Abraços !!!

Formação: Jornalista disse...

Obrigada, Aline. Só alguns trabalhos. Logo, em permanente atualização e aprendizado.

Volte sempre!;p

Nelson L. Rodrigues disse...

Olá

Agradeço pelo comentário. Fiz um artigo sobre o clube da luta, caso queira ler, Tento apenas praticar a arte das letras, não sou bom mas tento. Espero que seja uma jornalista empregada logo logo!!!

abraço e sucesso

Formação: Jornalista disse...

Obrigada pessoas, pelo carinho.

Sigo desempregada, mas aqui conservo meu espaço para alguns trabalhos.

Visito ocês!

Abs ...

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