Vale tudo por um sonho? Para quem acredita no espírito de aventura, sim!
Quem disse que desenho animado é coisa de criança? Muito antes de atender esta faixa etária sabemos que os desenhos já foram criados para os adultos. Que dizer da propaganda ideológica em tempos da 2ª Grande Guerra? Heróis, mitos, fábulas .... A realidade sempre projetada ali de 1001 formas.
Para provar essa teoria, um desenho bem adulto está nas telonas. Portanto, quem for aos cinemas esperando alegria, leveza pode ficar surpreso. O longa "Up - Altas Aventuras" vai fundo em questões como histórias de vida e sonhos (quase) perdidos. Sim! Aos 78 anos é tempo de recomeçar também. Na trama, um setentão vê-se acuado após a morte de sua amada esposa (e também ex-amiga de infância), Ellie. A partir daí é que começa a aventura.
Absorto em lembranças e solitário, ele folheia e folheia um antigo álbum de aventuras, que ao mesmo tempo o inspira e angustia. À beira de ir para o asilo e ter sua casa demolida em meio à modernidade, ele sai em busca da grande saga: uma floresta misteriosa na América do Sul. Sem nada a perder, ele sonha alto. Com ele, um jovem "escoteiro" pega carona na empreitada do vovô balonista. Sem roteiro definido, e agora?

Da passagem "tristonha" da vida de casado (que muito se deve a trilha, embora não fosse este também o foco central da história), ele reavê o sonho de pousar sua casinhas nas "cataratas" do lugar, habitadaagora por um antigo desbravador (por sinal, ídolo do casal). No desenrolar, reviravoltas, rabugices e carências permeiam o filme. Sem dúvida, mais humano impossível. Se for paciente, então, fique até os créditos finais, que a história só vai melhorando. Up e up! E, xô, baixo astral! (Calma! Não voltamos à um dos filmes da Xuxa).
O filme dirigido por Pete Docter (de "Monstros S.A") é uma parceria dos estúdios Walt Disney (agora com tudo!) e Pixar (da trilogia "Toy Story"). Com visual primoroso a produção norte-americana deste ano consegue comover os altinhos e deixar um ar de 'deja vú' nos espectadores. Do enredo utópico (embora haja semelhanças à história de um certo padre balonês) à realidade: é fato que não vivemos tudo quanto gostaríamos, nem como gostaríamos. Mas, a deixa do álbum dá o tom certeiro ao lembrar-nos que viver, por si só, já é uma enorme aventura. Desafios, selva ... Ih, não pára! Up!
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Observação: Aqui, pelo menos, crianças se perderão na história. E adultos .... Bem, histórias cruzadas, sem dúvida!
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