Ai, que saudades de momentos assim: de vento no rosto e encanto n'alma. Sem stress, sem comparação, sem ter que ser algo ou simplesmente dizer que falhouE, mais um da série poeminhas para lembrar. (risos) Como talvez seja mais "fácil" rabiscar, brincar com as palavras do que propriamente escrever críticas, resenhas, artigos ou mesmo uma big reportagem tiro mais esta do baú. Com saudades ... Como é bom rever coisas assim, singelas, puras e que nós dão asas, ou melhor, compôem um pouco da nossa trajetória.
Oka que não publiquei nenhum livro nem ganhei concurso. Embora tenha tentado ambos, colecionado para, mas ainda não foi desta vez. Quem sabe uma árvore, não é?rs Pelo jeito, nem filho também. Ainda assim, caberão às palavras, às lembranças e todo o amor que houver nesta vida. (risos)
Segue o "deja vú" poetando:
A Poética ... re-age
Contaram-me certa vez
Que a poética re-age e inter-age
Com os mais diversos fins.
No entanto em desvencilhar-me e ocasionar
As origens do sem-fim
Descobri que a Poética não re-age ... sem mim.
Que a poética re-age e inter-age
Com os mais diversos fins.
No entanto em desvencilhar-me e ocasionar
As origens do sem-fim
Descobri que a Poética não re-age ... sem mim.
Ao que importa como fui, de onde vim ou para onde vou?
... Se em versos crio tudo o que deveras sou.
... Se entre seus lábios balbucio a minha língua.
E ... se entre teus seios regozija-me tal torpor.
Eres tu, ó poeta ...
A mais infame das dores.
E a Poética ...
Sem ela eu não existo e jamais sou.
Á tu, caro leitor
Retribuo-lhe minha forma de um eterno sonhador (amador).
Eres sempre assim, Poética? -
Um dia perguntei ao meu amor.
E durante cada noite acalentei
Os silêncios advindos de uma flor.
Retribuo-lhe minha forma de um eterno sonhador (amador).
Eres sempre assim, Poética? -
Um dia perguntei ao meu amor.
E durante cada noite acalentei
Os silêncios advindos de uma flor.
Respire, ó mortal ...
Enquanto ainda tiveres dor e ardor.
E saibas que esta tal Poética
Não re-age sem mim ou ti.
Ah, essa Poética ...
Por quais palavras jamais irei pronunciá-la?
E por quanto ainda terei que guardá-la?
Además, porque não resisto em agraciá-la?
Silêncio ...
A Poética inter-age em mim.
Simone Magalhães (sem data).
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