11 de janeiro de 2009

Exposição: Olhares sobre Fotografia

Mais fotos, em breve. Aguardem!
Duas imagens, duas fotografias. Expostas em junho de 2007, nos corredores do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).

Mesmo que sem certificado, valeu o pequeno trabalho para minha primeira montagem, em meio a finalização da monografia, no último semestre.

Eis o texto composto para a mostra:

Entre o Real e a Recriação do (meu) Mundo

Real ou recriação ... Até que ponto estes diminuem a arte? O que você realmente vê? Todos nós sabemos que uma fotografia tem história, conta uma história. Mas, como elas nascem? Algumas na verdade, não muito longe de nosso dia-a-dia, já estão prontas, á espera apenas de um clique. Outras pedem um retoque aqui, outro ali. Tal como nós que precisamos ser lapidados para revelar a essência. E, qual seria? Eu diria, aquela que está além dos olhos, a que ganha vida e nos transporta a uma nova visão, ainda que o objeto seja tão comum em nosso cotidiano. Mas, qual o limite entre o "lapidar" e criar uma outra imagem? Arte ou real? Sem roteiros, o quê "ousaria" fotografar?

O que é beleza para você? Nossos olhos, sentimentos e mentes veêm muito mais. Por brincadeira ou acaso, extrai imagens de sonhos, de fotos prontas também, de luzes que eu gostaria, de cores que usaria, de momentos vividos ou não, mas que me fisgaram para dentro da lente. E nesse instante, o mundo parou. Se isto é interferir, não sei. Mas pude me ver e perceber que as coisas são imensamente maiores que aquelas que tocamos, escutamos, compreendemos e vemos a todo instante.

Percebi que tudo pode ser fotografado. Só depende do olhar. Fotografar é antes de tudo permitir-se; aprender a olhar e reolhar; captar a alma, não no intuito de aprimorá-la, mas sim, eternizá-la. É um desejo de conectar-se ao mundo, de ver-se como parte desta experiência única (antes, durante e depois da foto tirada). É lançar-se ao desconhecido e surpreender-se com o resultado, ainda mais se não fores nenhum fotógrafo ou artista. E se recriar significa isso, já valeu a pena a jornada.

Interferência ou não, as fotos desta exposição expõem um pouco desta minha visão de mundo sob segundos. Da rua, de casa, de objetos e de sonhos ... Eis um universo infinito de interpretações, graças a arte de clicar. Elas me superaram ... ou tiraram o melhor de mim.

Até o próximo clique!

Por Simone Magalhães.

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