14 de janeiro de 2009

Faculdade: Perfil Diane

Admirável Jornalista: ontem, hoje e sempre

Diane Costa* acreditava que ao entrar na faculdade, já seria uma jornalista. Hoje, a estudante de 24 anos, moradora do Cruzeiro e recém-transferida da Universidade Católica de Brasília (UCB) percebe o quanto as pessoas e, principalmente os estudantes, se iludem quanto ao 'fazer jornalístico' imaginando-se facilmente na Globo. E, acrescenta: "não me sinto capaz de ser jornalista pois conheci alguns e simplesmente não consigo chegar ao ponto de ter uma úlcera, estresse, não ter lucro e ainda assim gostar do que faz. No Jornalismo não há vida social e eé tudo tão fulgás", pondera a estudante que mudou de faculdade para poder pagar os estudos e trabalhar durante o dia.

Mas foi após ler 'Admirável Mundo Novo', de Adolphous Huxley que sua vida tomou um novo rumo passando a se interessar pela àrea de Ciências Humanas, em particular, a Sociologia. Hoje, a estudante pensa em fazer uma pós ou segunda graduação em Sociologia (sendo possivelmente professora de Sociologia da Comunicação), Letras-Inglês e ainda Relações Internacionais (em especial, a carreira diplomática).

Diane admite já ter sido censurada e feito matérias pagas nos tempos em que trabalhou em jornal, hoje sua preferência (ela estagiou durante 2 anos no Jornal da Comunidade e outros 2 meses na Assessoria de Imprensa do Incra). "A gente é censurado para não falar a verdae. Você é censurado dentro da própria redação", desabafa. No entanto, ela relembra com saudaes a sua ida pela primeira vez ao jornal, acompanhada por sua mãe, para procurar uma vaga. No mesmo dia ela já foi entrevistada e convocada para assumir o cargo no dia seguinte.

A estudante, que estaria formando esse ano, tem como hobby: cinema, teatro, crítica musical e leituras que lhe tragam algo novo. E traz como um dos seus maiores inspiradores, o jornalista Bóris Casoy, editor-chefe da TV Record. Diane também alimenta o sonho de trabalhar inicialmente no estado do Óregon (EUA) onde sua irmã mais velha mora com o marido norte-americano. Ou, então o Canadá, caso venha a atuar como jornalista, por considerar este um país de maior liberdade de expressão.

Simone Magalhães, em 05/03/2004
*(nome alterado para preservar a fonte)

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